Como eu editei um vídeo com o GPT-6 Astra: o passo a passo completo

O método que usei para um Reel editado por IA, do prompt ao render: material organizado, skill de edição, storyboard antes de tudo e o que fazer quando o limite bate.

No vídeo, a promessa foi uma: comenta "vídeo" e eu te mando o passo a passo. Este artigo é o passo a passo — a história completa de como o GPT-6 Astra editou um Reel meu de ponta a ponta, do prompt ao render. Inclusive a parte que quase ninguém conta: o limite batendo no meio do trabalho.

Se você só quer o resultado: o vídeo foi editado por uma IA, eu não abri editor nenhum. Se você quer aprender a fazer o mesmo no seu projeto, é só seguir os passos abaixo.

O MÉTODO EM SEIS PASSOSaprovounão aprovou?1Materialgravações + narraçãonuma pasta só,nomes claros2Skill de ediçãoa sua ou video-use:o modelo decide,o script executa3Prompttarefa, formato, alvoe a linha que manda:«storyboard primeiro»4Storyboardo vídeo inteiro em quadros,antes de existir —você aprova (ou devolve)5Renderscripts executam,você revisa: cortes,legenda, números6Resultado1080×1920 no alvo,legenda sincronizada —plano B se o limite bater

O mapa do método — cada passo é descrito abaixo.

O que você precisa antes de começar

Três coisas, e nenhuma delas é ferramenta paga:

  1. Material bruto. Gravações em celular, na vertical (1080×1920). Se você grava tela, grave os screen recordings separados.
  2. Narração. Grave a narração final como um áudio único. Ela é a espinha dorsal do vídeo — é a partir dela que tudo é cortado.
  3. Um agente que executa. Eu usei o GPT-6 Astra (o novo modelo da OpenAI) para montar tudo, e o Claude para finalizar. Qualquer agente com acesso a arquivos e execução de scripts serve.

Passo 1: organize o material como um projeto

Antes de qualquer prompt, jogue tudo numa pasta de projeto, com nomes claros:

meu-video/
├── 01-gravacao-celular.mp4
├── 02-tela-do-editor.mp4
├── narracao.mp3
└── materiais/          # motion, prints, tudo que complementa

Por que isso importa: o agente vai ler essa pasta inteira. Pasta organizada é contexto de graça — e contexto é o que separa um resultado "quase bom" de um resultado que você assina.

Passo 2: tenha uma skill de edição (ou use o video-use)

No vídeo eu falo que já tenho uma skill que edita vídeo. O que ela faz, na prática:

  • transcreve o áudio com timestamp por palavra;
  • corta nas pausas, sem cortar dentro de uma palavra e sem acelerar a voz;
  • gera legendas dinâmicas sincronizadas com a fala;
  • monta o vídeo no formato pedido e roda o render.

Se você não tem uma skill assim, o caminho curto é o video-use: dá pra testar e já sair com um vídeo. O importante é entender a divisão de trabalho: o modelo decide, o script executa. Render é o último passo, não a camada inteligente.

Passo 3: escreva o prompt (e o que pedir nele)

O prompt que eu mandei pro Astra, em essência, foi este — copia e adapta:

Projeto: editar o vídeo X em formato vertical (1080×1920), ~25 segundos.

Material:
- 01-gravacao-celular.mp4 — gravação bruta
- 02-tela-do-editor.mp4 — screen recording
- narracao.mp3 — narração final (áudio principal)
- materiais/ — complementos

O que eu quero:
1. Leia todos os arquivos do projeto antes de começar.
2. Cortes nas pausas da narração, sem cortar dentro de palavras,
   sem acelerar a voz.
3. Legendas dinâmicas, palavra a palavra, sincronizadas com a fala.
4. Formato vertical 1080×1920.
5. Monte um storyboard primeiro e espere minha aprovação.
   Só depois de eu aprovar, faça o render.

A linha mais importante é a última: storyboard primeiro, eu aprovo, depois render. Sem ela, o agente renderiza direto — e você descobre o problema em um vídeo pronto. Com ela, você vê o vídeo inteiro antes de ele existir.

Passo 4: aprove o storyboard (e responda as perguntas)

O Astra leu os arquivos e montou o storyboard: cada passo do vídeo em quadro, com as legendas já aplicadas. E aí veio a parte que eu não esperava.

Na narração eu tinha falado um número errado — falei 7,4 onde o benchmark dizia 7,8. Eu mesmo não tinha percebido. O agente percebeu e perguntou qual eu queria manter. Eu mandei manter a fala como estava, porque na tela o número certo ia aparecer.

Essa é a lição do passo 4: um agente bem instruído não decide escondido quando os dados conflitam — ele pergunta. E isso só acontece porque o material estava organizado (passo 1) e o pedido era explícito (passo 3).

Regra prática: se o agente pode escolher errado entre duas fontes suas, diga no prompt o que fazer: perguntar, ou seguir uma delas.

Passo 5: render e revisão

Aprovado o storyboard, é execução: os scripts rodam o render (1080×1920) e o vídeo sai pronto. O que eu reviso no final:

  • legenda sincronizada palavra a palavra (nada de legenda na frente da fala);
  • cortes nas pausas certos, sem fôlego cortado no meio;
  • números na tela batendo com o que a legenda diz;
  • nenhum trecho de tela exposto por menos de 1 segundo.

Passo 6: quando o limite bater (e ele vai)

Aqui está a parte honesta: quando o vídeo estava quase pronto, bateu meu limite do Astra Ultra. Quatro horas de espera, no pior momento possível.

Eu não ia esperar. Peguei a base de trabalho que o Astra tinha feito — storyboard, decisões, materiais, tudo documentado no projeto — e finalizei no Claude. Ele não alterou nada do que o Astra tinha criado: dali pra frente era só executar os scripts de render.

É o passo 1 pagando dividendos: como o projeto era arquivos organizados, trocar de agente no meio não custou nada. O trabalho caro (a base artística) já estava feito; render é commodity.

Regra prática: organize o projeto de um jeito que qualquer agente consiga continuar de onde o outro parou. O dia em que você precisar disso, você não vai ter tempo de reorganizar.

Conclusão

O resultado final — cortes, legendas dinâmicas, tudo — foi um vídeo editado por IA, do prompt ao render, comigo aprovando cada decisão que importava.

O método não é mágica: material organizado, uma skill de edição, um prompt explícito com storyboard antes do render, e um plano pro dia em que o limite bater. Roda aí no seu projeto — e se travar em algum passo, me marca que eu ajudo.